{"id":418,"date":"2020-12-06T09:00:07","date_gmt":"2020-12-06T12:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/revistabahianow.com.br\/?p=418"},"modified":"2020-12-06T09:01:07","modified_gmt":"2020-12-06T12:01:07","slug":"a-verdade-apareceu-empresa-de-vacina-sinovac-subornou-autoridades-chinesas-para-aprovar-vacinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistabahianow.com.br\/?p=418","title":{"rendered":"A Verdade veio \u00e1 tona: Empresa de vacina SINOVAC, subornou autoridades chinesas para aprovar vacinas"},"content":{"rendered":"<p>A empresa chinesa Sinovac, desenvolvedora da vacina Coronavac para a Covid-19 que ser\u00e1 produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, esteve envolvida em casos de suborno ao governo chin\u00eas. A informa\u00e7\u00e3o foi revelada nesta sexta-feira (4) pelo jornal americano Washington Post.<\/p>\n<p>De acordo com documentos de tribunais da China, o presidente da Sinovac, Yin Weidong, admitiu \u00e0 Justi\u00e7a em 2016 ter pago US$ 83 mil (R$ 428 mil) em propina para um funcion\u00e1rio da ag\u00eancia reguladora chinesa, Yin Hongzhang, e sua esposa, entre 2002 e 2011, para acelerar a aprova\u00e7\u00e3o de vacinas no \u00f3rg\u00e3o governamental.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o na reportagem a problemas ocorridos depois dessa data, como no processo de desenvolvimento da Coronavac.<\/p>\n<p>Hongzhang foi preso e condenado a dez anos de pris\u00e3o em 2017, por cobrar suborno de v\u00e1rios membros da ind\u00fastria de vacinas chinesa.<\/p>\n<p>J\u00e1 Weidong permaneceu em liberdade e continua comandando a companhia, devido a um acordo com a Justi\u00e7a chinesa. Segundo o jornal, em um mecanismo similar \u00e0 dela\u00e7\u00e3o premiada, o executivo cooperou com promotores e argumentou que o pedido de suborno partiu da autoridade governamental.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m n\u00e3o foi condenado pelo Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, que abriu investiga\u00e7\u00e3o na \u00e9poca porque a empresa tem capital aberto na Bolsa americana.<\/p>\n<p>No per\u00edodo do pagamento do suborno, a Sinovac conseguiu o registro de vacinas como a da gripe H1N1 e a de hepatite, mas, segundo a reportagem do jornal americano, n\u00e3o houve nenhum esc\u00e2ndalo relacionado \u00e0 seguran\u00e7a ou \u00e0 qualidade das vacinas aprovadas.<\/p>\n<p>Em resposta ao jornal, a Sinovac reconheceu o ocorrido e afirmou ter conduzido auditorias internas e implementado um programa de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Procurado, o Instituto Butant\u00e3 afirmou que a parceria com a Sinovac &#8220;foi firmada neste ano para estudos cl\u00ednicos e desenvolvimento da vacina contra a Covid-19&#8221;, e informou que a pesquisa cl\u00ednica &#8220;tem auditoria independente e o registro do imunizante passar\u00e1 por avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Anvisa [Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria]&#8221;.<\/p>\n<p><strong>VACINA DA PFIZER<\/strong><\/p>\n<p>Outra empresa que est\u00e1 desenvolvendo vacina para o coronav\u00edrus, a americana Pfizer, tamb\u00e9m \u00e9 investigada por pagar suborno, segundo reportagem do The Wall Street Journal no in\u00edcio de novembro.<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica j\u00e1 vendeu 520 milh\u00f5es de unidades do imunizante contra Covid-19, que desenvolve em parceria com a empresa de biotecnologia alem\u00e3 BioNTech, para a Uni\u00e3o Europeia, o Reino Unido, o Jap\u00e3o e v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. A companhia j\u00e1 teria negociado 85% da produ\u00e7\u00e3o de 2020 e 2021, o que tem pressionado o Brasil a firmar um acordo de compra para n\u00e3o ficar para tr\u00e1s na corrida.<\/p>\n<p>Segundo o The Wall Street Journal, a Pfizer disse que recebeu uma consulta da unidade de suborno estrangeiro da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios dos Estados Unidos sobre as opera\u00e7\u00f5es da farmac\u00eautica na China, em agosto. A farmac\u00eautica foi ainda alvo de um inqu\u00e9rito do Departamento de Justi\u00e7a dos EUA sobre seus neg\u00f3cios na R\u00fassia, em junho.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es foram enviadas pelas unidades das ag\u00eancias que aplicam a Lei de Pr\u00e1ticas de Corrup\u00e7\u00e3o no Exterior. Essa lei pro\u00edbe as empresas de pagar subornos a funcion\u00e1rios estrangeiros para obter uma vantagem comercial.<\/p>\n<p>A Pfizer n\u00e3o comentou o caso e disse ao jornal apenas que estava preparando material para responder \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica j\u00e1 foi acusada de pr\u00e1tica semelhante pelas autoridades dos Estados Unidos em 2012.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a empresa concordou em pagar US$ 60,2 milh\u00f5es (R$ 310 milh\u00f5es) para encerrar as investiga\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o de Valores e do Departamento de Justi\u00e7a sobre supostas viola\u00e7\u00f5es da lei em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e da \u00c1sia, incluindo China e R\u00fassia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa chinesa Sinovac, desenvolvedora da vacina Coronavac para a Covid-19 que ser\u00e1 produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, esteve envolvida em casos de suborno ao governo chin\u00eas. 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